Parada de ônibus
Em uma tarde quente qualquer, aquele senhor, aparentando ter seus 60 anos, desconhecido, mas similar a todos os outros de sua idade, estava sentado no banco daquela parada de ônibus, esperando, este que, mais uma vez, se atrasou para passar.
Um rapaz bem arrumado, de terno, gravata e maleta, se aproximou e parou, provavelmente, à espera do transporte.
Uma moça, vestida como quem volta da academia, chega e para ao lado do homem de terno Ambos estão no perímetro da parada, um pouco distantes do senhor e um pouco atrás da linha de visão do fluxo de carros, mas tudo bem. Eles demonstraram respeito de não ficar na frente, impedindo a visão.
É uma cena comum.
O lugar possui um telhado fino que protege do sol, da chuva fraca e, difícilmente, de outras intempéries.
O senhor escuta um barulho, e vira o rosto para o casal.
A mulher sumiu, mas seus passos são ouvidos sobre o telhado.
Depois o homem, sem cerimônia, salta, agarrando-se à borda do telhado, subindo com certa facilidade.
O senhor se assusta, levanta apressadamente e escuta os passos, que parecem parar sobre sua cabeça.
Ele sai do lugar e tenta ver onde estão aqueles dois, mas não há sinal deles.
O coração já acelerado, induz as mãos fazerem o sinal da cruz em um reflexo diante ao que acabou de presenciar.
Um ônibus para ao seu lado, sem ninguém ter dado sinal, e ele entra sem sequer olhar o destino, tendo somente a certeza que precisa sair daquele lugar o mais rápido possível.





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